Equipamento com sistema automatizado é essencial para avaliar e manter altos níveis no processo produtivo
No segmento de embalagens plásticas, controlar a quantidade de solvente que permanece no material após a impressão é uma etapa importante para avaliar a qualidade do processo produtivo. A identificação de solventes residuais permite investigar possíveis desvios e realizar ajustes antes que a embalagem chegue ao consumidor final. Com o propósito de reforçar o controle de qualidade e ampliar a capacidade de pesquisa, ao mesmo tempo que segue investindo em tecnologia, a Cyan Tintas e Vernizes adquiriu um novo cromatógrafo gasoso com sistema de headspace acoplado.
O equipamento permite separar, identificar e quantificar solventes e outros compostos voláteis presentes em amostras. Além da análise de solventes residuais em embalagens impressas, a tecnologia será utilizada em pesquisas laboratoriais, no estudo de formulações e na avaliação de matérias-primas utilizadas na produção de tintas e solventes.
“Por meio da cromatografia, conseguimos analisar os compostos voláteis presentes nas formulações e identificar e quantificar os solventes residuais nas embalagens após a impressão. Os resultados ajudam a compreender se o processo está funcionando adequadamente ou se algum parâmetro precisa ser revisto tanto pela Cyan quanto pelo cliente”, explica o responsável pelo laboratório P&D em Base Solvente da Cyan, Vitor Preuss.
Suporte ao cliente
Um diferencial adotado pela Cyan em relação ao uso do Cromatógrafo é a possibilidade de suporte técnico aos clientes. A partir da análise de embalagens já impressas, o laboratório pode verificar a presença de solventes retidos no material e fornecer informações para reavaliação do processo de fabricação da indústria parceira.
Segundo Preuss, os resultados laboratoriais não substituem uma análise integral de cada etapa da produção, mas auxiliam na investigação de aspectos como secagem, temperatura, ventilação, velocidade da máquina e características da estrutura impressa. “Quando recebemos uma embalagem para análise, buscamos gerar informações que orientem uma investigação técnica. Com os resultados, o cliente pode avaliar o processo de forma mais ampla e identificar onde há possibilidade de ajustes”, afirma.
Análises automatizadas e padronizadas
O sistema de headspace acoplado ao novo equipamento automatiza a preparação e a introdução das amostras. Durante o procedimento, uma parte da embalagem é colocada em um recipiente fechado e submetida a aquecimento controlado. Os compostos voláteis liberados são, então, conduzidos ao cromatógrafo para identificação e quantificação de cada substância.
O P&D da Cyan conta que automatização reduz interferências associadas à preparação manual, favorece a repetibilidade dos testes e permite que diferentes amostras sejam analisadas sob as mesmas condições. “O headspace proporciona maior padronização. Como as amostras são preparadas e introduzidas automaticamente, conseguimos reduzir variações e tornar a comparação entre os resultados mais confiável”, completa.
O sistema também traz mais agilidade à rotina do laboratório, especialmente em análises que envolvem diferentes amostras, estruturas de embalagens ou condições de impressão. “A aquisição integra uma série de investimentos da Cyan em estrutura laboratorial, pesquisa e inovação. Ao utilizar a tecnologia como ferramenta de suporte aos clientes, queremos aproximar a análise científica da realidade das indústrias de impressão e embalagens, contribuindo para decisões técnicas mais seguras ao longo da cadeia produtiva”, finaliza o diretor executivo da Cyan, Maurício Silverio.
