Indústria química destina papelão e plástico à reciclagem e já soma mais de 27 toneladas nos primeiros meses de 2026
Em um setor em que o cuidado ambiental precisa fazer parte da rotina industrial, a destinação correta e o reaproveitamento de resíduos se tornam etapas essenciais do processo produtivo. Entre as indústrias químicas, o cenário não seria diferente. Com a premissa de seguir contribuindo para a redução do impacto das atividades no meio ambiente, a Cyan Tintas e Vernizes (SC) reciclou, somente em 2025, mais de 152 toneladas de papelões, plásticos e demais resíduos sólidos. Nos primeiros meses de 2026, a indústria já contabilizou mais de 27 toneladas.
A prática integra um processo adotado pela companhia há 26 anos, com foco em economia circular, conceito que orienta o gerenciamento dos resíduos desde a chegada da matéria-prima até a entrega das tintas aos clientes. No fluxo, materiais como baldes, tambores e embalagens são separados e encaminhados para empresas especializadas, conforme o tipo de resíduo e o tratamento necessário.
Segundo a diretor executivo da Cyan, Maurício Silverio, o trabalho busca evitar o envio de rejeitos ao aterro sanitário, priorizando rotas de reciclagem e reaproveitamento. Um dos exemplos é o destino das embalagens plásticas que chegam com pigmentos e outros insumos: o material segue para coprocessamento, processo em que recicladoras trituram o resíduo para uso como combustível em fornos industriais, contribuindo para a produção de cimento.
Para o gerente de produção da Cyan, Anderson Pereira Bianchini, o cuidado ambiental é priorizado em todas as etapas, da entrada da matéria-prima ao transporte do produto. “Tentamos sempre o nosso máximo para fazer tudo corretamente. Enviamos nossos materiais para empresas terceirizadas, que sejam credenciadas junto aos órgãos ambientais, realizarem o trabalho de reciclagem, para nos ajudar nesta etapa. Além disso, temos uma equipe qualificada e capacitada com os nossos treinamentos internos”, afirma.
